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domingo, maio 27

Quartos clássicos nunca saem de moda

Em meio a tantas inovações e modernidades, há quem busque o bom e velho ambiente acolhedor da infância. Resgatar estilos que foram usados há décadas e readaptá-los às tendências atuais é o desafio de arquitetos e decoradores. Selecionamos 8 exemplos para você se inspirar 

Ambiente tranquilo
Este quarto remete aos anos 50 e e aos filmes da época. Segundo a arquiteta, a proposta principal é despertar magia e encantamento. Assim, a decoração bem clássica, em tons de azul, bege e caqui proporcionam maior aconchego e acolhimento. Os móveis são todos na cor branca e com madeira mel. A área da amamentação é bem acolhedora, com uma mesinha de apoio para ajudar a mãe, enquanto o berço fica em uma área um pouco mais restrita e a sua iluminação é feita com um céu estrelado, com leds na parte superior do berço.Projeto: Renata Rosa Sguario





Ambiente tranquilo


Ursos Provence
A arquiteta Renata Rosa Sguario se inspirou nos ursos para projetar este quarto. Prova disso é de que o bichinho pode ser encontrado em diversos cantos do espaço: no enfeite de porta, no aparador, na mesinha lateral e até nos puxadores do armário. Os tons bege, branco e cinza azulado dão o toque clássico à decoração, além dos móveis provençais, que foram escolhidos por trazerem ao ambiente um ar infantil e aconchegante para o quarto.Projeto: Renata Rosa Sguario




Ursos Provence

 
Ursos Provence Projeto: Renata Rosa Sguario
 
Ursos Provence Projeto: Renata Rosa Sguario

 
Clássicos cavalinhosPara o primeiro filho, um casal de clientes da arquiteta Mariela Romano pediu uma decoração inspirada em cavalinhos. Por ser menino, a mãe escolheu a cor azul, enquanto a arquiteta incorporou a cor prata. Na parede principal do berço, um painel revestido com tecido estampado ganhou fibra ótica para compor a iluminação. Segundo a arquiteta, o quarto foi milimetricamente desenhado para atender aos pedidos da mãe. O móvel de nichos, atrás da cabeceira do berço, foi projetado para ocupar o espaço que ficaria entre o móvel e a cama. Todos os móveis e armários são laqueados em branco fosco.Projeto: Mariela Romano





 
Clássicos cavalinhosProjeto: Mariela Romano

 
Cavalinhos na versão femininaEm uma viagem aos Estados Unidos, a mamãe de primeira viagem se encantou com uma bolsa da Victoria’s Secret, nas cores rosa e prata. Já no Brasil, cruzou com o enxoval da Blue Gardênia nas mesmas cores. Assim, não teve dúvidas e encomendou o quarto clássico à arquiteta Mariela Romano. Na parede principal, o detalhe é a iluminação, o tecido estampado da Blue Gardênia e o papel parede listrado. Segundo a arquiteta, este papel – nas cores branco com rosa – não existe, portanto, foi feita uma montagem especial e personalizada para chegar ao efeito desejado. O restante das paredes foi pintado de rosa. As flores em resina iluminada são criação de Mariela. Os painéis que ladeiam o berço são de madeira laqueada, com iluminação embutida, feita com mangueira luminosa.Projeto: Mariela Romano






 
Cavalinhos na versão feminina Projeto: Mariela Romano
 
Cavalinhos na versão feminina Projeto: Mariela Romano
 
Vermelho também é um clássico!Este quarto da arquiteta Mariela Romano talvez seja o mais especial, pois ela o criou para sua primeira filha. O casal possui uma cachorrinha, a Belinha, e decidiram que a decoração seria inspirada em flores com cachorrinhas, usando o vermelho como cor principal, espalhado em detalhes pelo quarto. O branco neve, em alguns detalhes das paredes e do teto, foi acrescentado à decoração, assim como um tom bem clarinho de verde para o restante de parede. “A combinação de estampas me preocupava, pois queria usar um listrado, um estampado de flores e um poá. Quando consegui a combinação perfeita, tive a idéia de usar estas cores alternadas no kit da cama, berço, poltrona, detalhes dos nichos da cômoda, roupas das bonecas e no miolo das flores, com nichos iluminados”, descreve.Projeto Mariela Romano







 
Infância resgatadaEste quarto projetado pela equipe da Arte Melada, tinha como objetivo atender a um desejo dos pais de resgatar a infância. Por isso, bonecos de pano com carrinho, avião e bicicleta em madeira compõem a decoração. A estante também se completa com brinquedos que foram do papai, na infância. Nas paredes, a decisão foi de pintar a parte superior de branco e aplicar um papel de parede xadrez em azul e bege, na parte inferior. Os tecidos são 100% algodão e foram utilizados no kit berço, bandô, cama, poltrona, cúpula do abajur e kit higiene. Esse projeto é considerado clássico, pois os tons de azul, bege e branco são tradicionais. A ideia também pode ser adaptada para uma versão feminina.Projeto: Arte melada




 
Infância resgatada Projeto: Arte melada

 
Infância resgatada Projeto: Arte melada
Luciana Fuoco 

Quarto do bebê: pequenas mudanças, grandes transformações

Trocar o lustre e a cortina, pintar a parede com uma tinta que imita o acabamento de uma lousa. Arquitetos sugerem nove ideias para deixar o cantinho da criança mais colorido, moderno e agradável


Invista em um tema
Princesa, animais da selva, flores, carros. Os temas são aliados das mamães na hora de trazer vida nova ao quarto do pequeno. E você pode conseguir esse efeito comprando colcha, lençol, almofadas e enfeites no tema escolhido pela criança.Crédito: Patricia Soledad, arquiteta do Bogéa & Soledad Arquitetura e Ambientação, em São Luís (MA).

 
Espaço de brincar e pintar
Criar um espaço de brincadeiras para o pequeno dá cara nova ao ambiente. E, claro, seu filho vai adorar. Uma sugestão é comprar uma mesa infantil e acomodá-la em um canto do quarto. Vale colocar um porta-lápis, espalhar papéis. Para a menina, é possível criar ali uma “mesa de chá”, onde ela pode brincar com as bonecas.Crédito: Patricia Soledad, arquiteta do Bogéa & Soledad Arquitetura e Ambientação, em São Luís (MA).



 Cabeceira estilizada
Se seu filho não precisa mais do protetor lateral, troque a cama infantil por uma do tipo box, sem cabeceira. Uma ideia criativa é pintar a parede acima da cama, imitando, assim, a cabeceira, só que de um jeito personalizado. E, caso a cor preferida da criança seja escura, você pode usar a técnica acima, de pespontos, que forma um painel de losangos.Crédito: Meu Pequeno Anjo.



 

Cortina traz aconchego
Uma boa sugestão: trocar a cortina curta, normalmente usada em quartos de bebê, por uma mais comprida. Isso dá mais aconchego ao quarto. E, se a criança for alérgica, opte pela persiana.Crédito: Keyla Zylbersztajn, Design for Baby.


Lustre diferente
A simples troca de um lustre pode trazer novos ares para o quarto.Crédito: Keyla Zylbersztajn, Design for Baby.



Luminária
Incluir uma no quarto, próxima da cama, irá incentivar o hábito da leitura – a mamãe pode sentar para ler com a criança também – e deixará o lugar ainda mais gracioso.Crédito: Keyla Zylbersztajn, Design for Baby.


Mural
Basta passar uma tinta magnética (à venda nas grandes lojas de tintas) para a parede se transformar em um painel. E ali, com a ajuda de ímãs divertidos – aqueles em formato de bichos e frutas –, você e a criança podem colocar papéis com desenhos, fotos e o que a imaginação dela inventar.Crédito: Patricia Soledad, arquiteta do Bogéa & Soledad Arquitetura e Ambientação, em São Luís (MA).

Adesivos decorativos
Você pode encontrá-los em lojas de decoração ou mesmo em sites de venda na internet. São práticos e com um preço camarada. E o melhor de tudo é que basta colar um adesivo desses na parede para o quarto da criança ganhar graça e colorido especiais.Crédito: Patricia Soledad, arquiteta do Bogéa & Soledad Arquitetura e Ambientação, em São Luís (MA).
Ligia Menezes 

Quartos dos sonhos

Reunimos quartos de bebês que figuraram nas principais mostras de decoração do país. Os ambientes foram idealizados por arquitetos e traduzem o sonho de qualquer mãe

Cores claras
O projeto de Renata Dutra contempla três áreas: a de descanso e amamentação, de brincar e a sala de banho do bebê e da mãe, por isso uma banheira. No ambiente, Renata priorizou uma decoração clara, mas com texturas.

Branco com toques de madeira
Já em 2010, quem montou a suíte do bebê de Campinas foi Mel Godoy e Mariana Reginato. Uma mistura de muito branco com tons de madeira claros.


Gêmeas
Na Casa Kids 2010, de São Paulo, a arquiteta Betina Gomes projetou um quarto para meninas gêmeas. A proposta é simples e encantadora.


Elementos lúdicos
Este quarto foi mostrado na Casa Cor Paraná de 2010. Ele se destaca pelos elementos lúdicos na decoração e um toque de luxo. Para quem faz questão de armários e não resiste aos mimos e objetos de decoração. Quem o criou foi a arquiteta Renata Rosa Sguario.


Aconchegante e clean
Um exemplo de quarto ao mesmo tempo aconchegante, mas clean, sem elementos em demasia. Essa é a proposta da dupla Renata Assaf e Claudio Lallo Jaloto, que montou o quarto do bebê da Casa Cor Campinas 2009.

Unisex
Kika Simon e Alessandra Reis aceitaram o desafio da mostra Morar Mais por Menos e montaram um quarto de bebê unissex. 


Quartos dos sonhos
Para a mesma edição da mostra, Danielle Freitas e Luciana Carminatti criaram um pequeno spa para os bebês. Para isso, investiram em poucos objetos, muito branco e um lindo móbile para distrair o pequeno
Amplo e prático
Manuela Senna escolheu o lilás e o verde para dar um toque de alegria ao branco, que predomina no quarto. Ela também não poupou os elementos lúdicos, como o berço, que é quase uma peça provençal. A luz, sempre indireta e suave, e o piso laminado são fáceis de manter limpos. 



Monocromático
As arquitetas Jane Cabral e Sonia Melo investiram no branco absoluto – uma opção recorrente e sábia para quem está montando o quarto do bebê. Aqui as bonecas e os objetos pessoais do bebê se encarregam de colorir o ambiente. Este quarto foi apresentado na Casa Cor Minas Gerais de 2010.

Suíte provençal
Esta suíte deslumbrante foi apresentada pela arquiteta Renata Dutra na Casa cor Brasília 2010. A proposta foi criar um quarto provençal, mas ainda assim sem perder um toque de moderno. O ambiente possui iluminação suave, tecido floral de tons pastel, tijolos e móveis entalhados e misturados à palha branca. Um sonho! 

Berço do seu bebê

bebê no berço
Getty Images
Basta passear por uma loja de móveis infantis para que as dúvidas comecem a surgir: qual modelo oferece mais vantagens? Há um selo que garanta a sua segurança? As versões desmontáveis para viagem podem ser usadas no dia a dia? Nossa reportagem foi atrás de todas essas respostas para você.

1. Há vários modelos no mercado. Como fazer uma boa escolha?
Existem vários critérios a se considerar. Um deles é o tamanho do móvel. O mais comum segue o padrão americano: 1, 30 m de comprimento por 70 cm de largura. Mas atenção: essa medida se refere apenas à parte interna do berço e serve de referência para o colchão. Com a grade ou outros acessórios, o móvel pode ultrapassar o 1,50 m por 80 cm. Dado importante a se considerar, principalmente quando há pouco espaço disponível no quarto. Uma opção ligeiramente menor é o berço nacional, cujo padrão tem 1,30 m por 60 cm.
“Quem procura berços com medidas específicas pode ainda encomendar uma peça sob medida”, recomenda a arquiteta Andréa Murao, de Taubaté, interior de São Paulo. A alternativa é comum em lojas especializadas.
Muitos berços possuem acessórios acoplados como cômoda, trocador, gaveteiro, armário. Há ainda os que viram mini-cama e os desmontáveis para viagem. Sistema anti-refluxo, diferentes níveis de estrado e grade móvel são outros diferenciais encontrados e valiosos.
2. Existe algum selo que garante a qualidade do berço?
O móvel infantil ainda não passa obrigatoriamente pelo controle do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial). Apenas os fabricantes que se voluntariam para a certificação podem, se estiverem de acordo com as normas do instituto, receber o selo – o que, claro, já é um bom sinal.
A regulamentação do órgão estabelece alguns padrões como a medida segura entre as grades (que não deve ser superior a 6,5 cm). Segundo Gustavo Kuster, gerente de qualidade do Inmetro, algumas empresas se unem e criam identificações próprias para mostrar que estão dentro dos critérios de segurança. Não chega a ser um selo referendado como o do Inmetro, mas é melhor do que nenhum controle.
Para saber se o modelo escolhido é confiável, a dica do especialista é: “Na hora da compra, verifique na embalagem se o fabricante disponibiliza telefone de atendimento e endereço. E também é imprescindível checar se a peça vem com manual de instalação com versão em português e instruções claras de como montá-la”.
3. Quais critérios de segurança o berço deve seguir?
Algumas medidas são extremamente importantes. A grade lateral do berço deve ter no máximo um espaçamento de 6,5 cm para evitar que o bebê coloque a cabeça no vão. O Inmetro determina ainda que entre o estrado e as laterais do berço a distância não deve ultrapassar 2,5 cm. “Dessa forma, a criança não tem como prender as mãos ou pezinhos”, explica Gustavo Kuster, gerente do instituto.
Outro ponto fundamental: a altura entre o estrado e a lateral do berço tem de ser, no mínimo, 60 centímetros. “Isso evita que o bebê consiga pular para fora do móvel, quando estiver maior”, diz.
Ingrid Stammer, coordenadora da ONG Criança Segura, alerta ainda para o cuidado com berços que contenham braçadeiras ou suportes. “A criança pode prender a roupa e se machucar”.
Partes destacáveis ou pontiagudas como as quinas do berço também não são bem-vindas (prefira os modelos com quinas arredondadas). E atenção às rodinhas: se forem quatro (uma para cada pé do berço), é obrigatório um sistema de travamento em duas dela para garantir estabilidade.
4. Até que idade a criança deve dormir no berço?
Algumas já podem passar para a cama com grades laterais entre 1 ano e 1 ano e meio, outras permanecem no móvel até os 3 anos. Em relação aos berços desmontáveis para viagem, vale ficar atento à indicação impressa na embalagem. “No geral, eles não são recomendados para maiores de 17 quilos”, explica Fabiano Nyenhuis, diretor de marketing da Infanti Brasil, um dos principais fabricantes do produto.
O pediatra Francisco Dutra, da Maternidade Pro Matre, em São Paulo, lembra, no entanto, que a mudança para a cama depende, antes de tudo, de a criança já ter criado o hábito de dormir a noite inteira. “Do contrário, os pais correm o risco de receber o pequeno no seu quarto toda noite”, enfatiza.
5. Por uma questão de tradição ou de economia posso pegar emprestado o berço antigo de minha irmã ou adquirir um em loja de usados?
Não existe prazo de validade para móveis. No entanto, o bom senso dos pais é imprescindível nesta hora. “Berços fabricados há muitos anos podem estar fora do padrão de segurança atual”, explica Gustavo Kuster, do Inmetro.
O importante é verificar as condições do produto, checando, por exemplo, se existem fiapos de madeira, tinta desbotando ou parafusos frouxos. Tudo isso precisa ser consertado se a intenção é realmente levar o berço.
6. E se eu mandar um marceneiro fazer o berço do meu filho?
“Desde que todas as especificações de segurança sejam seguidas, não há problema”, explica Ingrid Stammer, coordenadora da ONG Criança Segura. Para não esquecer de nada, uma dica é imprimir as normas da ABNT, disponíveis neste relatório feito pelo Inmetro, e passar para o profissional.
Vale atentar para o tipo de tinta utilizada na pintura do móvel. Ela não pode ser tóxica, ou seja, ter em sua composição metais pesados como o chumbo. Não se esqueça de verificar se a madeira utilizada na confecção está em bom estado, se os parafusos são novos e estão bem ajustados e se não existe nenhuma ponta ou fiapo que possam prejudicar a segurança do bebê.
7. Os berços desmontáveis podem ser usados no dia a dia? São seguros?
“Não vejo problema em usar esse tipo de berço em casa”, responde Francisco Dutra, da Pro Matre. O pediatra reforça apenas o cuidado na hora de guardar o produto, evitando acumular poeira ou umidade; e dá uma dica: “Os modelos com visor lateral permitem que a criança seja vigiada mais facilmente”.
O Inmetro não certifica os berços de viagem e ainda não redigiu nenhuma regulamentação a respeito. "Mas o consumidor pode procurar na embalagem por selos de qualidade americanos ou europeus", explica Fabiano Nyenhuis, diretor de marketing da Infanti Brasil, um dos principais fabricantes do produto.
8. Vale a pena comprar um berço com o sistema anti-refluxo?
O sistema anti-refluxo permite a elevação do colchão na cabeceira. Isso é ótimo para evitar a regurgitação, comum nos primeiros meses de vida do bebê. No entanto, ele não é imprescindível. “Se o bebê for diagnosticado com o problema do refluxo, os pais podem comprar um travesseiro específico para isso ou elevar os pés da cabeceira do berço em 30 graus”, explica o pediatra Francisco Dutra.
9. Além da segurança, o que mais levar em consideração na hora da compra?
O espaço disponível é um dos itens essenciais para a decisão. “Se o quarto é pequeno, vale investir em berços com cômodas, trocadores ou gaveteiros acoplados”, conta a arquiteta Andréa Murao, de Taubaté.
Verifique também se é possível movimentar o berço sem dificuldade. Para isso, vale experimentar algumas manobras na loja. “Lembre-se que muitas vezes ao abaixar a grade ajustável, por exemplo, você estará com um bebê no colo”, diz a especialista.
10. Devo colocar o berço em algum lugar específico do quarto?
Não é aconselhável posicionar o móvel perto da janela. “A criança pode tentar pular quando ficar maior”, explica Ingrid Stammer, da ONG Criança Segura.
O ideal é colocá-lo em um local de fácil acesso e que não atrapalhe a passagem. “Uma boa dica é deixar bem ao lado da poltrona de amamentação para simplificar a vida da mãe”, diz a arquiteta Andréa Murao.
11. Mosquiteiro faz mal para o bebê?
O acessório em si não representa perigo, mas pode servir para o acúmulo de sujeira e causar uma reação alérgica na criança.
O pediatra Francisco Dutra alerta ainda para outro problema: se o mosquiteiro estiver ao alcance das mãos da criança, ela pode puxar a tela e se enrolar inteira. Por esse motivo, o especialista recomenda a substituição do artefato por telas contra mosquitos nas janelas.
12. Devo comprar protetor de berço?
O acessório que dá um charme ao móvel e para todo o quarto do bebê é motivo de polêmica. Segundo Ingrid Stammer, da ONG Criança Segura, o enfeite é perigoso, pois pode provocar asfixia na criança. Ela explica que o risco de o bebê bater a cabeça dentro do berço é muito menor que o de sufocar, por isso não se deve colocar ali nenhum tipo de almofada, protetor, travesseiro ou bichinho de pelúcia.
O pediatra Francisco Dutra é outro que dispensa seu uso. “Para os recém-nascidos, não representa tanto perigo, mas quando a criança começa a ficar em pé por volta dos 6 meses, ela pode usar o protetor como degrau para pular do berço”, alerta.
Se você decidir pelo enfeite mesmo assim, seja cautelosa com a limpeza dele. “O acúmulo de poeira no tecido pode causar reações alérgicas. Elas não são comuns nos recém nascidos, mas podem aparecer quando o bebê passar dos quatro meses”, diz o pediatra.
13. Como escolher o colchão certo?
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos do Repouso, os colchões de berço - para pequenos de até 3 anos - devem ser de espuma e ter densidade 18. "O ideal é que ele acompanhe as curvaturas fisiológicas da criança", orienta o ortopedista Douglas Russo, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. "E é importante usar o bom senso na hora da escolha do modelo", complementa o especialista. Ou seja: o objeto não deve ser nem muito duro nem muito mole. Quando estiver mais crescida, a criança poderá dormir em um colchão com densidade um pouco maior, próximo aos 23 - valor recomendado para quem tem menos de 50 quilos.
14. A grade móvel representa um perigo para a criança?
Depende. Os pais não podem deixar o bebê no berço com a grade abaixada e devem regular a altura do estrado de acordo com o crescimento da criança. Na hora da compra, atente para a grade. “Ela deve ter um deslocamento simples para facilitar a vida da mãe e difícil o suficiente para que o bebê não consiga mexer nela sozinho”, alerta a arquiteta Andréa Murao.
15. Existe berço para gêmeos?
Não. E, segundo o pediatra Francisco Dutra, os bebês não devem permanecer no mesmo móvel. “Há o risco de as crianças se enrolarem uma na outra, podendo causar um acidente”, diz.
Deixá-los juntos pode ainda comprometer o conforto dos pequenos. O melhor é um berço para cada um. Falta espaço no quarto? A arquiteta Andréa Murao lembra que é possível encomendar berços menores e sob medida na maioria das lojas especializadas.

Gabriela Agustini